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  COLUNAS

 
     Espetáculo e simulação, alimentos
   da sociedade comtemporânea
 
 

Diego França

Sábado, 7 de Julho de 2007

          Passado um tenebroso período de obscura falta de inspiração, decidi discorrer sobre o nosso cotidiano.
          É importante dizer que vivemos em uma época onde ocorre um predomínio das imagens, dos significados, uma coisa só é tachada de verdadeira se constituída por imagens, significados, o real é a imagem e suas reproduções.
          Quando todos os indivíduos se transformam em autores, se dá o fim da representação, o fim dos espectadores, ou seja, a sua morte, que dentro disso poderia ser classificada como uma “esquizofrenia social”.
          Na verdade o que predomina é a linguagem da propaganda, da sedução, o poder de convencimento da TV, das imagens em movimento, dos significados. A identidade se desfaz com o universo de imagens dentro da sociedade, universo este que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido.
          Com a implosão dos sujeitos, será que a sociedade chegará ao esgotamento?
          O sistema social em que vivemos tem a capacidade de integrar em si mesmo a sua própria negação, através dos produtos do espetáculo. Tudo é absorvido pelo sistema. Tudo é incorporado aos objetos industriais e mostrado de forma fascinante pelo mundo do espetáculo
A verdade foi substituída por simulações e a partir daí perde-se o sentido das coisas. Seria uma imagem que inventa a realidade, uma hipótese.
          Também pode se tratar de universos paralelos: “Na imagem, por exemplo, existe um universo paralelo”.
          A simulação, mascara e deforma uma realidade; mascara a ausência de realidade; não tem relação com qualquer realidade: ela é o seu próprio simulacro.
          Tudo é um simulacro: a arte simula a arte, a política simula a política.
          É o predomínio do fingimento, do mascaramento e da simulação. “O enterro do social”. Quando o real já não é o que era, o virtual assume todo o seu sentido.
          Chegamos ao fim desse artigo e não me prenderei a exemplificar o exposto, no entanto, cabe a você leitor, livre e independente em seus pensamentos, exemplificar, constatar a veracidade dos fatos procurando os comparar com nosso cotidiano e por conseguinte tirar suas próprias conclusões.

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